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Museu celebra dois grandes mestres do samba e da língua portuguesa!
Homenagem do Museu da Língua Portuguesa ao Poeta da Vila e ao Sambista do Bixiga. Compositores e letristas geniais, ambos buscaram inspiração no dia a dia e souberam, como poucos, aproveitar a riqueza de nosso idioma, cada um com seu estilo. Noel Rosa, falecido prematuramente no dia 4 de maio de 1937, foi o grande responsável por aproximar a classe média do chamado samba de morro. Suas composições foram cantadas, e ainda são, pelos melhores intérpretes do Brasil e são de uma beleza inconfundível. Autor de mais de 300 composições, Noel Rosa nos deixou obras-primas como “O X do problema”; “Palpite infeliz”; “Com que roupa”; “Até amanhã”; “Três apitos”; “Fita amarela” e “Feitiço da vila”, apenas para exemplificar. Adoniran Barbosa passou toda sua vida no bairro do Bixiga (na Capital) e é a prova de que São Paulo faz samba também, e samba da melhor qualidade. As poéticas letras de suas composições trazem, para a música, a maneira típica do falar paulistano do bairro do Bixiga. As músicas de Adoniran Barbosa ganharam interpretação nas vozes dos maiores cantores e cantoras do MPB e algumas se transformaram em verdadeiros símbolos da Cidade de São Paulo, como “Trem das Onze”. Como não se emocionar com composições como “Iracema”, “Bom dia, tristeza” e “Saudosa Maloca”? Como não se divertir com “Torresmo à milanesa”, “Tiro ao Álvaro” e “Oi nóis aqui traveis”? Noel Rosa e Adoniran Barbosa são dois grandes artistas brasileiros que devem sempre ser lembrados e terem suas composições conhecidas por todos. Por isso, o Museu da Língua Portuguesa abre alas, aqui, para os dois grandes mestres do samba e da língua portuguesa. Noel Rosa e Adoniran Barbosa merecem ser celebrados neste ano em que completariam 100 anos e em todos os anos. Salve, Noel! Salve, Adoniran!
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